Eu não era assim sorridente,
e muitas vezes – ai de mim!
Esquecia de ser contente.
Mas veio você de mansinho.
E me chamou de mansinho.
E me desenhou de mansinho
entre as flores do seu jardim.
E, de mansinho, me ensinou este sorriso.
Porque antes, não havia.
Não havia este riso
Tão limpo,
Tão claro,
Tão teu.
Um blog que deverá ser sobre a vida, a casa nova, o casamento, as viagens e o que vier. Um pouco mais de Diário, um pouco menos de textos insones. A menos que dê insônia. ;)
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
De Cecília
“A infância, afinal de contas, é apenas esta coisa simples; uma etapa da vida humana, da bela, heróica e forte vida humana, com todas as suas derrotas e vitórias.”
A frase acima é a 5ª da página 161 do livro “Crônicas de Educação”, de Cecília Meireles. Poderia estar aqui por algum nobre e educativo motivo, até pq tem tudo a ver com o blog... Mas não... É apenas um jogo, sugerido pelo Alfredo.
O mais difícil pra mim nem foi escolher um livro ao acaso, mas decidir se devia apanhá-lo à direita, à esquerda, em cima, atrás ou embaixo... :P Acabei optando pela esquerda mais próxima, e peguei um Júlio Verne, cuja 161ª página é uma ilustração. A Cecília foi a opção seguinte... Gostei do jogo e pretendo repetir todas as vezes em q o blog estiver mt parado e eu estiver sem boas idéias – como agora, por exemplo...
As regras mandam passar o jogo para mais 5 blogs, mas eu ñ tenho 5 amigos blogueiros que mantenham seus blogs mais ou menos atualizados. Passo, portanto, para a Adry, o Ricardo, o Jodok e o Tski. (Hmm, acabo de notar q o Blogski está há um ano sem atualizações.... É, faltam-me amigos blogueiros..) Para quem quiser entrar na brincadeira, eis as regras:
1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abra-o na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.
A frase acima é a 5ª da página 161 do livro “Crônicas de Educação”, de Cecília Meireles. Poderia estar aqui por algum nobre e educativo motivo, até pq tem tudo a ver com o blog... Mas não... É apenas um jogo, sugerido pelo Alfredo.
O mais difícil pra mim nem foi escolher um livro ao acaso, mas decidir se devia apanhá-lo à direita, à esquerda, em cima, atrás ou embaixo... :P Acabei optando pela esquerda mais próxima, e peguei um Júlio Verne, cuja 161ª página é uma ilustração. A Cecília foi a opção seguinte... Gostei do jogo e pretendo repetir todas as vezes em q o blog estiver mt parado e eu estiver sem boas idéias – como agora, por exemplo...
As regras mandam passar o jogo para mais 5 blogs, mas eu ñ tenho 5 amigos blogueiros que mantenham seus blogs mais ou menos atualizados. Passo, portanto, para a Adry, o Ricardo, o Jodok e o Tski. (Hmm, acabo de notar q o Blogski está há um ano sem atualizações.... É, faltam-me amigos blogueiros..) Para quem quiser entrar na brincadeira, eis as regras:
1ª) Pegar um livro próximo (PRÓXIMO, não procure);
2ª) Abra-o na página 161;
3ª) Procurar a 5ª frase completa;
4ª) Postar essa frase em seu blog;
5ª) Não escolher a melhor frase nem o melhor livro;
6ª) Repassar para outros 5 blogs.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Cintilando
Antes de mais nada, ela sentia saudades. Saudades imensas de um não-sei-quê. Não era saudade de gente, nem de lugar algum. Não era saudade de um tempo passado, nem de um lindo dia de chuva, nem de parques que conhecera.
Não. Algo desconhecido incomodava.
O desconhecido.
Talvez nem mesmo fosse saudade. Passava então toda a noite acordada, sobre o peitoril da janela e não esperava por flores, nem vento, nem ninguém. Apenas contava as estrelas uma a uma e perguntava-se os porquês de tanta saudade.
Durante algumas noites, desenhava estrelas, copiando a exata posição de cada uma, no céu. Em outras, nomeava-as, como a amigas, para em seguida contar a elas seus segredos mais escondidos. Escondidos até de si mesma.
Outras vezes, escrevia. Escrevia obsessivamente sobre estrelas, prometendo-lhes que, em algum momento, conseguiria produzir um texto digno de tanto brilho.
E houve vez em que, erguendo uma prece, pensou dirigir-se aos céus. Mas era com as estrelas que falava.
A mais bela noite, porém, foi aquela em que as estrelas desceram, lentamente. Rumo à sua janela. Uma a uma, postaram-se sob seus olhos, cobriram-lhe o rosto, cintilaram pela face.
E permitiram, enfim, que adormecesse.
Não. Algo desconhecido incomodava.
O desconhecido.
Talvez nem mesmo fosse saudade. Passava então toda a noite acordada, sobre o peitoril da janela e não esperava por flores, nem vento, nem ninguém. Apenas contava as estrelas uma a uma e perguntava-se os porquês de tanta saudade.
Durante algumas noites, desenhava estrelas, copiando a exata posição de cada uma, no céu. Em outras, nomeava-as, como a amigas, para em seguida contar a elas seus segredos mais escondidos. Escondidos até de si mesma.
Outras vezes, escrevia. Escrevia obsessivamente sobre estrelas, prometendo-lhes que, em algum momento, conseguiria produzir um texto digno de tanto brilho.
E houve vez em que, erguendo uma prece, pensou dirigir-se aos céus. Mas era com as estrelas que falava.
A mais bela noite, porém, foi aquela em que as estrelas desceram, lentamente. Rumo à sua janela. Uma a uma, postaram-se sob seus olhos, cobriram-lhe o rosto, cintilaram pela face.
E permitiram, enfim, que adormecesse.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
Após um bom dia de aula...
Sem muitas delongas: eu decididamente amo ser professora. Muito, muito, muito! Nasci pra isso (e soa bonito...).
É bom q fique registrado, para q eu possa redescobrir, se um dia for necessário.
É bom q fique registrado, para q eu possa redescobrir, se um dia for necessário.
sábado, 18 de agosto de 2007
Encanto
Entre meus textos não publicados aqui, encontrei um que gostei muito de escrever e que ainda gosto de ler - o que não é muito comum.
Quando escrevi, recebeu o título de "Encantada", mas do título, nunca gostei...
Não publiquei na época e talvez agora não seja absolutamente pertinente. Mas aí está...
*
Quando escrevi, recebeu o título de "Encantada", mas do título, nunca gostei...
Não publiquei na época e talvez agora não seja absolutamente pertinente. Mas aí está...
*
Encantaram-na as sombras, encantara-a o céu, encantara-a o sol, encantara-a os pássaros e o vento, o arco-íris, a chuva; encantada.
Mas nunca houve encanto tão grande como aquele que, então, prostrava-a diante do lago, diante do palácio, sob as estrelas, todas as noites, invariavelmente. Encanto, canto que guardava a um só tempo céu, chuva, arco-íris, sombra, vento, pássaros. Estrelas.
Pertencia-lhe, já.
Talvez por descuido, ao conversarem, deixara embeber-se com as cores de seu olhar. E enfeitiçada, era toda dele, embora ele não pudesse, de forma alguma, saber.
Pertencendo-lhe, queria-o. Não para si – pois deixam de cantar, os pássaros presos – mas próximo de si. Junto a si. Queria-o. Que, ao menos, soubesse o quanto já o amava, não por amar simplesmente, mas por admirar-lhe, como se admira o céu ou as estrelas.
Conta-se que já houve quem se apaixonasse por estrelas, e que, embriagado de amor, lançou-se a um grande lago, onde o reflexo da estrela descansava. Na água agitada, desfizeram-se as estrelas, todas e também aquela, tão amada.
Conta-se também, que o amante da estrela afogou-se, tentando, ainda, alcançá-la.
Mas nunca houve encanto tão grande como aquele que, então, prostrava-a diante do lago, diante do palácio, sob as estrelas, todas as noites, invariavelmente. Encanto, canto que guardava a um só tempo céu, chuva, arco-íris, sombra, vento, pássaros. Estrelas.
Pertencia-lhe, já.
Talvez por descuido, ao conversarem, deixara embeber-se com as cores de seu olhar. E enfeitiçada, era toda dele, embora ele não pudesse, de forma alguma, saber.
Pertencendo-lhe, queria-o. Não para si – pois deixam de cantar, os pássaros presos – mas próximo de si. Junto a si. Queria-o. Que, ao menos, soubesse o quanto já o amava, não por amar simplesmente, mas por admirar-lhe, como se admira o céu ou as estrelas.
Conta-se que já houve quem se apaixonasse por estrelas, e que, embriagado de amor, lançou-se a um grande lago, onde o reflexo da estrela descansava. Na água agitada, desfizeram-se as estrelas, todas e também aquela, tão amada.
Conta-se também, que o amante da estrela afogou-se, tentando, ainda, alcançá-la.
Senhor! Não permita que também ela, menina, lance-se ao lago. Que exista outra forma de, em mãos, ter uma estrela!
terça-feira, 7 de agosto de 2007
Post de aniversário
Já é quase uma obrigação: quando faço aniversário, sinto-me obrigada a rascunhar qualquer coisa aqui. Nem que seja para depois olhar e poder dizer que não deixei, eu mesma, a data passar em branco.
No mês passado, enquanto arrumava algumas das minhas muitas e desordenadas gavetas, encontrei um diário trancado, no qual só devo ter escrito três vezes, quando muito. Forcei o cadeado, abri, e folheando, descobri uma lista feita em 07.08.99.
A lista pretendia dar conta de todos os meus sonhos até então. A idéia era ter escrito uma lista nova a cada aniversário, riscando os desejos já alcançados. Como esqueci do diário, não cheguei a fazer isso nenhuma vez...
A surpresa boa foi constatar que, passados oito anos, realizei a maioria dos meus sonhos de então. (Só não abri um túnel entre meu quarto e o do meu irmão, nem traduzi Karl May, nem casei... :P)
Pretendo fazer isso, mais uma vez: escrever em algum lugar meus novos sonhos e os que restaram – talvez nas páginas amareladas do tal diário, para (quem sabe?) aos 32, descobrir que continuo realizando meus sonhos.
Ou que continuo sonhando sonhos realizáveis. :)
No mês passado, enquanto arrumava algumas das minhas muitas e desordenadas gavetas, encontrei um diário trancado, no qual só devo ter escrito três vezes, quando muito. Forcei o cadeado, abri, e folheando, descobri uma lista feita em 07.08.99.
A lista pretendia dar conta de todos os meus sonhos até então. A idéia era ter escrito uma lista nova a cada aniversário, riscando os desejos já alcançados. Como esqueci do diário, não cheguei a fazer isso nenhuma vez...
A surpresa boa foi constatar que, passados oito anos, realizei a maioria dos meus sonhos de então. (Só não abri um túnel entre meu quarto e o do meu irmão, nem traduzi Karl May, nem casei... :P)
Pretendo fazer isso, mais uma vez: escrever em algum lugar meus novos sonhos e os que restaram – talvez nas páginas amareladas do tal diário, para (quem sabe?) aos 32, descobrir que continuo realizando meus sonhos.
Ou que continuo sonhando sonhos realizáveis. :)
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