domingo, 3 de fevereiro de 2008

Alunos Criativos

Fim de férias, as aulas quase voltando; encontrei em minha caixinha de entrada um daqueles Forwards que, normalmente, jogo fora sem sequer abrir. Como esse foi enviado por meu avô, resolvi ver do que se tratava. E rolei de rir.

Pensei em mandar para muita gente, mas assim como detesto receber, também detesto enviar FW. Como eu precisava postar algo e o tema tem tudo a ver com a idéia do blog, eis aqui as criativíssimas respostas que alunos inventam na hora do sufoco.

Morram de rir! :P


Aluno prestativo

Muito fácil....


Aluno cristão


Professor indignado


Representação Gráfica ;)



100 em redação!




E a melhor de todas!



sábado, 12 de janeiro de 2008

Inacabados

Algumas pessoas colecionam selos.
Há os que juntam moedas
ou mesmo cartas antigas.

Eu cá coleciono palavras
que amontôo nos papéis em branco,
anoto na borda dos livros,
guardo em meus pensamentos.
Até perdê-las.

De vez em quando, encontro o início de um conto,

e ele me acena, avisando esperar um final.
Aceno de volta, peço paciência.

E espero que, hora dessas, uma palavra encontre outra,
dentre tantas.
E que terminem, por mim, meus tantos contos inacabados.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Balanço

Escrevendo o título, me dei conta do quanto gosto da palavra “balanço”, em todos os seus significados. A primeira intenção era no sentido de avaliação, balanço do ano que passou. Mas ao deparar-me com a palavra escrita, a imagem imediata foi o brinquedo que alegra praças, parques e crianças.

Tão gostoso balançar-se sem compromisso, para lá e pra cá, sentindo o vento nos cabelos! Tão gostosa a imagem de um pai empurrando a cadeirinha, a criança rindo alto, o mundo passando rápido sob seus pés. E tem a moça que balança leve sobre o balanço do parque, pensando decerto em coisas bobas, mas necessárias. Que balança leve e sorri gostoso.

E tem o balanço ritmo, balanço dança, balanço leve da cabeça ou dos dedos, acompanhando a orquestra; ou o balanço do tronco, dos braços, balanço inteiro de quem ouve Noel ou Pixinguinha. Balanço do músico que ao tocar, ondeia o instrumento, de levezinho.

Ondeia. Balanço das ondas no mar... Calmas, ida e volta; agitadas, imensas, balançando-se constantemente. E a rede, entre coqueiros, balança, balança, balança...

Cadeira de balanço.
Tem balanço tão significativo quanto esse da cadeira que, sozinha, embala recordações? E as folhas das árvores, que balançam com o vento. E a gaivota que plana e balança por cima do balanço das águas. E a mãe que embala o filho à noite, balançando-o de lá pra cá, enquanto canta. E os namorados que balançam sonhos nas mãos entrelaçadas.

O ano que passou me trouxe essas idéias, tolas talvez, mas leves. Me leva a concluir que foi, sim, um lindo ano. Volume gostoso deste livro que escrevo, ilustrado com aquarela, que é tinta leve cujas cores ondeiam –e balançam - sobre os desenhos.

A todos nós, portanto, belos balanços em 2008. ^^

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Desceste das Estrelas

Desceste das Estrelas
de Santo Afonso de Ligório

Desceste das estrelas, Rei celeste,
e à gruta escura e fria tu vieste:
ó divino Pequenino, eu te vejo aqui tremer,
Deus encarnado...
O quanto te custou me haver amado!

Tu, que plasmaste a terra e o céu fizeste,
faltam-te agora, ó Deus, coberta e veste.
Ó querido estremecido, a que extremos queres vir:
esta pobreza
mostra, do teu amor, toda a riqueza.

(tradução de Dom Marcos Barbosa)
***
Esta é uma das minhas canções de Natal prediletas. No original, em italiano, é belíssima!
No youtube, pode ser visto com um coral e num clipe natalino na voz de Pavarotti.
Um feliz e Santo Natal aos amigos de sempre e aos visitantes ocasionais! :)

domingo, 23 de dezembro de 2007

Natal

Natal
Vinícius de Moraes

De repente o sol raiou
E o galo cocoricou:
— Cristo nasceu!
O boi, no campo perdido
Soltou um longo mugido:
— Aonde? Aonde?
Com seu balido tremido
Ligeiro diz o cordeiro:
— Em Belém! Em Belém!
Eis senão quando, num zurro
Se ouve a risada do burro:
— Foi sim que eu estava lá!
E o papagaio que é gira
Pôs-se a falar:
— É mentira!
Os bichos de pena, em bando
Reclamaram protestando.
O pombal todo arrulhava:
— Cruz credo! Cruz credo!
Brava
A arara a gritar começa:
— Mentira! Arara. Ora essa!
— Cristo nasceu! canta o galo.
— Aonde? pergunta o boi.
— Num estábulo! — o cavalo
Contente rincha onde foi.
Bale o cordeiro também:
— Em Belém! Mé! Em Belém!
E os bichos todos pegaram
O papagaio caturra
E de raiva lhe aplicaram
Uma grandíssima surra.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Ao Cantar do Galo

Ao cantar do Galo

Dom Marcos Barbosa

(para ser cantado com a música "Au clair de la lune")

Ao clarão da lua
nasce o Menino
vamos adorá-lo,
que é tão pequenino!

Na palha deitado,
vamos encontrá-lo,
pois já se ouve ao longe
o cantar do galo...

Só porque é pequeno,
não o adorarei,
mas vou adorá-lo
porque é nosso Rei.

A Virgem tão bela,
sem nenhum enfeite,
ao que nutre as aves
irá dar seu leite...

Nós, com nossos cantos,
vamos embalá-lo,
pois já morre ao longe
o cantar do galo...

Na terceira missa
vamos proclamá-lo,
pois não mais se escuta
o cantar do galo...

(in "Poemas para Crianças e alguns adultos")

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Cantiga dos Pastores

Cantiga dos Pastores
Adélia Prado

À meia noite no pasto,
guardando nossas vaquinhas,
um grande clarão no céu
guiou-nos a esta lapinha.
Achamos este Menino
entre Maria e José,
um menino tão formoso,
precisa dizer quem é?
Seu nome santo é Jesus,
Filho de Deus muito amado,
em sua caminha de cocho
dormia bem sossegado.
Adoramos o Menino
nascido em tanta pobreza
e lhe oferecemos presentes
de nossa pobre riqueza:
a nossa manta de pele,
o nosso gorro de lã,
nossa faquinha amolada,
o nosso chá de hortelã.
Os anjos cantavam hinos
cheios de vivas e améns.
A alegria era tão grande
e nós cantamos também:
Que noite bonita é esta
em que a vida fica mansa,
em que tudo vira festa
e o mundo inteiro descansa?
Esta é uma noite encantada,
nunca assim aconteceu,
os galos todos saudando:
O Menino Jesus nasceu!