quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Bonitezas

Em minhas andanças pela cidade, cruzo, de qd em vez, com coisas gostosas de se ver. Depois acabo esquecendo -as, e é uma pena.
Bonitezas de hj:

-Um Largo da Carioca cheinho de gente, inclusive o moço q prega o fim do mundo e uma senhora q berrava contra Hitler. Hj havia tbm cangaceiros dançando forró e o velho senhor dos passarinhos. Sorri ao passar e uma moça sorriu tbm, comentando que igual, ñ há. Não mesmo!

-Opa, comprei um presente. Não conto o quê, nem pra quem, sei que vai me valer um sorriso e um beijo. No mais, é segredo até o Natal. Comprar presentes é sempre uma boniteza à parte, principalmente qd se gasta bem menos do q se pensava gastar! :P

-O Convento de St. Antônio. O altar está em reforma e um dia, a reforma acaba. Ficará ainda mais lindo! Havia uma senhora, lá em cima, próximo ao elevador. Toda vez q o elevador pára lá, ela pergunta ao ascensorista por alguém, esquecida de q a pergunta já foi feita na subida anterior. E o ascensorista responde todas as vezes com o mesmo sorriso.

- Um senhor entrou no ônibus e cantarolou qq coisa. Descobri q era pipoqueiro, porque entregou um saco de pipocas - doce - à trocadora e outro -salgada - ao motorista. Os dois sorriram bonito, eu sei, embora ñ tenha visto.

-Mais bonito ainda: o motorista aproveitou o sinal fechado para bater na janela do ônibus ao lado e presentear a trocadora (chamada Conceição) com seu saco de pipocas. Ela tbm sorriu bonito, e dessa vez, eu vi. Imaginei que ele gosta dela e q ela apenas sorri (e come pipoca), mas em breve, descobrirá q tbm gosta dele. E ficará feliz, feliz!

:)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Medo. Tantos.

Sempre gostei de dizer que não tinha medo de nada. E por muito tempo, acreditei nisso, incapaz de reconhecer medos. Mesmo hoje, ao pensar em meus medos de infância, tenho dificuldade para encontrá-los, tão escondidos dentro de mim, tamanho meu medo deles.

Lá longe ouço um medo de abelha, que me persegue zunzunindo durante a vida. Medo de ferroada de abelha, de vespa, de maribondo, medo de ferrão. Também havia o medo terrível dos dias em que meu pai chamava as crianças empunhando a ameaçadora garrafa de óleo de fígado de bacalhau. E penso agora que talvez ele também tivesse medo. Talvez.

Tinha medo de bonecas grandes, medo de que acordassem à noite e não gostassem de mim. Medo de seus dedinhos afiados perto dos lençóis. E medo de cachorro, grande ou pequeno. Medo que latissem perto demais.

Também havia o medo de tirar nota baixa em matemática, e o medo enorme de todos aqueles números que a acompanham ruidosamente. Medo de que a professora gritasse e de passar vergonha. Medo de risadas na sala. Medo de minha mãe chorar por causa da nota baixa, medo de ficar de castigo e medo de precisar estudar mais matemática. Medo de não ganhar presente de Natal.

Depois, medo da morte. Medo de nunca mais ver e de nunca mais sentir. Medo de ficar sem pra sempre. Medo de perder, medo de se perder e de ficar perdida. Sempre tive medo do nunca mais. E medo de pesadelo, medo de sonho repetido repetido e repetido, repetidamente sem fim. Medo de um pra sempre ruim.

E veio o medo de ser diferente dos amigos, medo de ser igual aos amigos e o medo de não ter amigos. Medo de estar sempre sozinha, de fazer tudo errado, medo de ser esquecida. Medo de risos altos. E de risos baixos. Medo de que não gostassem, medo de que gostassem.
Medo do novo. Medo da vida.

E com o tempo, medo de começar e medo de não dar certo. Medo do ponto final, que sempre é ponto e vírgula, mas não parece. E esse medo de não aprender, medo de esquecer, medo de tentar de novo, medo de fazer sempre a mesma coisa. Medo de não ser capaz. E o medo de repetir erros, medo de solidão. Medo de não ser feliz. Medo de não fazer feliz.

Medo de encarar meus medos e tanto medo de não ter coragem para vencer medos descobertos. Tantos medos.
Medo, tanto medo de ter sempre medo deles...
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(Não, não é uma crise. ;) O texto foi escrito para uma disciplina da pós e achei q ficaria bem aqui. Não?)

domingo, 24 de agosto de 2008

Aniversário Atrasado

Mais um aniversário passou e passou sem nenhum post novo. E resolvi resolver isso agora mesmo, do jeito q fosse.
Próximo de meu aniversário, por coincidência ou não, acabo sempre me encontrando com papéis guardados. Aliás, mudando de assunto -mas ñ muito - notei que tenho muitos papéis guardados anteriores a 2004, ou seja , antes do orkut e do blog. Depois disso, entrei de tal forma para o mundo virtual que meus papéis guardados ñ são concretos, estão todos em arquivos do word q não posso tocar. Não é bom, gosto do toque do papel e do amarelecer -folhas do word não amarelam com o tempo. Sei lá, nem há tempo para elas... :S
Amarelar é estranho, pq não parece bom. De forma geral, significa sentir medo. E não é medo o que as folhas de papel sentem enquanto envelhecem. Tornam-se, antes, mais bonitas e, embora tenham sempre o mesmo conteúdo escrito, quanto mais douradas ficam, mais histórias contam. É isso, elas doiram.
Nos meus aniversários, quero sempre doirar, como uma folha de papel escrita.
;)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Server muito muito bad!



Humpf! Sempre q essa imagem aparece, fico meio perdida.

Ô vício! =S

domingo, 13 de julho de 2008

Minhas Coisas Favoritas

Winnetou com chocolate suíço, fondue de queijo com vinho, A Noviça Rebelde num telão em alto som, carta chegando, Praga, Essen, München, Londres, uma igrejinha no alto do morro, dedos brincando entre os cachos de cabelo, gargalhadas de crianças, licor de chocolate, árvore de Natal piscando, presente surpresa, mãos entrelaçadas, sorriso de bebê, incenso na missa, Largo do Boticário, ovos de Páscoa atrás do escudo, Convento de st. Antônio, flores inesperadas, Copacabana à noite, Häagen-Dasz de frutas vermelhas, música cantarolada, livro debaixo do travesseiro, torpedinhos, scraps, sapatinhos de rubi, comida japonesa, lilases, borboletas azuis, trem chegando, gregoriano, neve, casa na árvore, Quintana, castelos de bandeirinhas ao vento, ponte sobre o riacho, abraço apertado, Petrópolis, Paquetá, pedalinho, balanço, cisnes em Versailles, sol no papel, bolo soltinho, janelas abertas, ovelhinha Maria, seu violão, nosso amor, uma canção...

http://br.youtube.com/watch?v=GF34PbVRBLU&feature=related

Pq sempre há um momento em q é preciso lembrar das minhas coisas favoritas.

sábado, 28 de junho de 2008

Encontro

Quando mãos inquietas
-as minhas-
só encontram sossego
na concha das tuas.


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Vã Cartografia

Soltas as amarras, parte a escuna.
Estamos em pleno mar.
Não há carta de navegação,
não há rimas para cantar.
Tampouco cerração
ou bruma.
Mas há!

E pensar que até outro dia, desenhava mapas de terras inexistentes.