Nao precisam de fadas,
aqueles que têm Anjos da Guarda.
Um blog que deverá ser sobre a vida, a casa nova, o casamento, as viagens e o que vier. Um pouco mais de Diário, um pouco menos de textos insones. A menos que dê insônia. ;)
sábado, 17 de fevereiro de 2007
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
A Bela Adormecida
Quando a princesa adormeceu, toda a corte caiu, também, no mais profundo sono. E por todo o tempo, estiveram ali com ela, sem que ela ao menos soubesse.
Por seu sono, velavam as fadas e o príncipe vinha, guiado por elas.
Mas a menina do laco lilás nos cabelos, nao é princesa. Nem a corte, nem ninguém a acompanha. Nao há fada que mantenha príncipe em seu caminho.
Ela precisa ser paciente, apenas.
E esperar
Por seu sono, velavam as fadas e o príncipe vinha, guiado por elas.
Mas a menina do laco lilás nos cabelos, nao é princesa. Nem a corte, nem ninguém a acompanha. Nao há fada que mantenha príncipe em seu caminho.
Ela precisa ser paciente, apenas.
E esperar
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Esk
Encontrei!!!
E nao é que em algum canto, na enooooooooorme livraria de Essen, topei com nosso amigo Esqueleto? Ele está aqui já faz é tempo, descobriu a livraria bem antes de mim!

O mais engracado é q tirei esta foto antes do Tski falar sobre o assunto, mas nao tive tempo de vir postar!
((Isso nao terá, mesmo, a menor graca, nem fará o menor sentido para os vistantes novatos - se os há. Mas, acreditem: tem graca e faz sentido! (; ))
segunda-feira, 1 de janeiro de 2007
No Céu
E conheceu o azul mais azul que pode existir sobre - exatamente sobre - a face da terra. Um azul de tal tom, que deveria existir um nome especial, somente para aquele azul. No imenso azul de escuro profundo (chamemos assim o azul tao penetrante, uma vez que faltam palavras mais específicas) brilhava ainda uma estrela, intensa.
Imaginou que aquela estrela esperara por ela, para que, acordando, pudesse vê-la e pensasse o quao distantes estao as estrelas. E pensasse como era bonita aquela uma estrela, ali, despendindo-se dela no imenso azul, azul, veludo azul. O azul -azul céu de presépio?- era cortado, de ponta a ponta (mas onde é a ponta do céu?) pela linha mais perfeita que se pode conceber. Agora sim, podia dizer, conhecera o horizonte. Ele estava ali, cortando Azul, reta firme, segura, tracada sobre régua divina, dividindo o espaco entre as nuvens e o céu.
As mais belas nuvens sao aquelas, logo abaixo do céu. E o céu mais belo é o que se esconde acima das nuvens. A estrela, por estranho motivo, aguardava ainda.
Lá adiante, ela descobriu um mar de raios perfeitos, partindo de um ponto da reta, risco de céu. Raios tracados artísticamente e coloridos com todos os tons de doirado -e existem tantos- conhecidos e desconhecidos. Pouco a pouco, diminuia, a estrela, de vigor, como se entendesse nao dever -nem poder - ofuscar o que estava por vir.
E ela aproximava-se, rapidamente do doirado. Doirados sublimes, colhido pelos anjos nas mais ricas minas do Céu. Repentinamente -certamente ela se distraira- o céu estava claro e a estrela - para onde? - retirara-se respeitosamente. Os raios tornavam-se alaranjados, róseos, rubros.
E no exato ponto onde um matemático poderia definir o centro da reta - mas nao sao infinitas, as retas? - viu erguer-se, resplandecente de Luz, gigantesca Hóstia de ouro. Subitamente, as palavras deixaram de existir.
Entoou, em silêncio, uma Ave Maria. Murmurada, talvez apenas pensada, quem poderia dizer? E para que aumentar o tom de voz, se tinha todo o céu diante de si? E nao era, mesmo, o Céu?
Ela entendeu, entao, o porquê dos raios perfeitos, o porquê do Azul, o porquê dos doirados. E o porquê da última estrela.
***
Escrito diante do alvorecer mais belo que já pude ver. Deveriam existir vôos específicos para que as pessoas pudessem assistir este nascer-do-sol. Poderiam, entao, entender.
sábado, 23 de dezembro de 2006
Medo
Protegida do sol forte, sob o caramanchão florido. No banquinho de madeira descascada, o livro, fechado. Sentou-se à beira do lago, para que apenas ele a ouvisse.
Medo. Deixou que rolasse uma ou duas lágrimas.
E pode existir medo de se perder o que não se tem?

(Achei o parque e o lago, em Köln!!!)
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Trem Perdido
Distraída diante dos trilhos, viu passar o trem. E aqueles olhos e toda aquela música, cores de se ouvir. Perseguiu-os com os seus, olhar em busca de outro.
Entretanto, passara depressa o vagão e era só música e eram só cores, em breve era apenas o apitar do trem. Apertou o passo, correu, avistou-os mais uma vez. Os olhos, apenas.
E a certeza de que levavam consigo a música cujas cores esperara por tanto tempo, na estação.
Parte o trem - este que nunca carrega tempo suficiente para as despedidas, mas o bastante para desencontros.
Olhos, cores, música. E o bater das rodas nas pedras. E o roncar das máquinas. O interminável apitar do trem. E mais nada.
Somente ela.
Distraída diante dos trilhos.

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