quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Após um bom dia de aula...

Sem muitas delongas: eu decididamente amo ser professora. Muito, muito, muito! Nasci pra isso (e soa bonito...).
É bom q fique registrado, para q eu possa redescobrir, se um dia for necessário.

sábado, 18 de agosto de 2007

Encanto

Entre meus textos não publicados aqui, encontrei um que gostei muito de escrever e que ainda gosto de ler - o que não é muito comum.
Quando escrevi, recebeu o título de "Encantada", mas do título, nunca gostei...
Não publiquei na época e talvez agora não seja absolutamente pertinente. Mas aí está...

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Encantaram-na as sombras, encantara-a o céu, encantara-a o sol, encantara-a os pássaros e o vento, o arco-íris, a chuva; encantada.

Mas nunca houve encanto tão grande como aquele que, então, prostrava-a diante do lago, diante do palácio, sob as estrelas, todas as noites, invariavelmente. Encanto, canto que guardava a um só tempo céu, chuva, arco-íris, sombra, vento, pássaros. Estrelas.

Pertencia-lhe, já.

Talvez por descuido, ao conversarem, deixara embeber-se com as cores de seu olhar. E enfeitiçada, era toda dele, embora ele não pudesse, de forma alguma, saber.

Pertencendo-lhe, queria-o. Não para si – pois deixam de cantar, os pássaros presos – mas próximo de si. Junto a si. Queria-o. Que, ao menos, soubesse o quanto já o amava, não por amar simplesmente, mas por admirar-lhe, como se admira o céu ou as estrelas.

Conta-se que já houve quem se apaixonasse por estrelas, e que, embriagado de amor, lançou-se a um grande lago, onde o reflexo da estrela descansava. Na água agitada, desfizeram-se as estrelas, todas e também aquela, tão amada.

Conta-se também, que o amante da estrela afogou-se, tentando, ainda, alcançá-la.
Senhor! Não permita que também ela, menina, lance-se ao lago. Que exista outra forma de, em mãos, ter uma estrela!


terça-feira, 7 de agosto de 2007

Post de aniversário

Já é quase uma obrigação: quando faço aniversário, sinto-me obrigada a rascunhar qualquer coisa aqui. Nem que seja para depois olhar e poder dizer que não deixei, eu mesma, a data passar em branco.

No mês passado, enquanto arrumava algumas das minhas muitas e desordenadas gavetas, encontrei um diário trancado, no qual só devo ter escrito três vezes, quando muito. Forcei o cadeado, abri, e folheando, descobri uma lista feita em 07.08.99.

A lista pretendia dar conta de todos os meus sonhos até então. A idéia era ter escrito uma lista nova a cada aniversário, riscando os desejos já alcançados. Como esqueci do diário, não cheguei a fazer isso nenhuma vez...

A surpresa boa foi constatar que, passados oito anos, realizei a maioria dos meus sonhos de então. (Só não abri um túnel entre meu quarto e o do meu irmão, nem traduzi Karl May, nem casei... :P)

Pretendo fazer isso, mais uma vez: escrever em algum lugar meus novos sonhos e os que restaram – talvez nas páginas amareladas do tal diário, para (quem sabe?) aos 32, descobrir que continuo realizando meus sonhos.

Ou que continuo sonhando sonhos realizáveis. :)

domingo, 29 de julho de 2007

E a redação da Miga


Dois girassóis andavam pela praia. Pararam assustados quando uma alcatéia de libélulas azul-douradas passou navegando.

O besouro Escurinho passeava no jardim com as crianças.
Muito sol e muito verde por tudo.

Os girassóis reclamaram: este mundo ficou maluco! Mas o besouro Escurinho já ia lá longe.
Muito sol e muito verde por tudo.
A água era verde com muito sol. (Tinha também uma gaivota verde).

Era tudo meio estranho, mas os girassóis continuaram a andar. A areia estava quente e gostosa. Então, as libélulas cantaram.
Muito belo e bonito.

Uma canção de ninar
com o som do mar
com as ondas batendo
com as ondas lambendo as nuvens.

Os girassóis e o Escurinho... não precisam de cartas: eles passeiam na beira da praia.
Às vezes não dizem nada, mas se olham e pronto. Com as crianças, o mesmo.

As libélulas agora estão retornando. São quase cinco horas e elas vão ensaiar o concerto de amanhã: Chuá, chuá. Som de mar e ondas.

E vão dormir bem ao som das próprias canções de ninar.
Um pássaro aqui e ali, esperando para ser acariciado. Assim é o verão aqui.

quarta-feira, 18 de julho de 2007

Da Adry


Era uma vez uma estrela em meio a escuridão. Ela brilhava, cintilava, iluminava... Um dia, começou a sentir na noite uma grande solidão e foi aos poucos se ofuscando, apagando, escurecendo.
Quando a tristeza e o abandono já pareciam reinar, ela vê as estrelas vizinhas ainda a brilhar, alegremente a cintilar, calmamente a iluminar. Tudo fez-se luz!

A estrela nunca esteve só, ela só não tinha percebido que mesmo que não visse com os olhos a presença de suas companheiras, elas ali estavam. E nunca mais se ouviu falar em escuridão, porque a estrela agora sabia...
(menina Adry)

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^^

terça-feira, 19 de junho de 2007

Lembrança do Mundo Antigo

As crianças olhavam para o céu: não era proibido. A boca, o nariz, os olhos estavam abertos. Não havia perigo. Os perigos que Clara temia eram a gripe, o calor, os insetos.
Clara tinha medo de perder o bonde das onze horas, esperava cartas que custavam a chegar, nem sempre podia usar vestido novo. Mas passeava no jardim, pela manhã!!! Havia jardins, havia manhãs naquele tempo!!!

Carlos Drummond de Andrade
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O menino Tski - aquele q insiste em querer ser o primeiro da turma - enviou a primeira estrofe da poesia. A segunda estrofe foi pesquisada pela professora, que não sabia q Drummond pensava nela, naquele tempo.
Até pq faz muito tempo. Mas isso ñ é importante! :P

domingo, 10 de junho de 2007

Retornando às atividades

Estou reinaugurando os trabalhinhos de casa - e foi idéia do Tski, qualquer coisa, reclamem com ele! :P

É coisa simples: qualquer coisa q vcs achem q se encaixa bem na escolinha, enviem. Do jeito q sempre foi: poesia, desenho, continho etc etc

Nada q dê trabalho. É só para agitar o espaço mesmo, já q a professora sozinha não faz isso... Fico aguardando até o fim do mês ou mais um pouquinho.

Depois a nota será lançada! :p