Soltas as amarras, parte a escuna.
Estamos em pleno mar.
Não há carta de navegação,
não há rimas para cantar.
Tampouco cerração
ou bruma.
Mas há!
E pensar que até outro dia, desenhava mapas de terras inexistentes.
Um blog que deverá ser sobre a vida, a casa nova, o casamento, as viagens e o que vier. Um pouco mais de Diário, um pouco menos de textos insones. A menos que dê insônia. ;)
quarta-feira, 21 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
18.05.08
Afetou um ar distraído quando o notou.
Fez que não viu, caminhou sem pressa, voltou a cabeça. Por entre as árvores à beira da estrada, um olhar acompanhava seus passos.
Sorriu mais para si mesma que para o olhos, lembrou de janelas, ventos e flores, de lago e palácio - ainda tão próximos, que podia avistar as torres lá atrás. Tomou a direção do mar.
Entre água e céu, aspirou a liberdade que vinha cultivando anos a fio. Amava-a. Era sua.
Presa.
Presa da liberdade, pensou. Como um inseto.
A alguns passos, o olhar.
Disposto a soltar-lhe amarras.
Fez que não viu, caminhou sem pressa, voltou a cabeça. Por entre as árvores à beira da estrada, um olhar acompanhava seus passos.
Sorriu mais para si mesma que para o olhos, lembrou de janelas, ventos e flores, de lago e palácio - ainda tão próximos, que podia avistar as torres lá atrás. Tomou a direção do mar.
Entre água e céu, aspirou a liberdade que vinha cultivando anos a fio. Amava-a. Era sua.
Presa.
Presa da liberdade, pensou. Como um inseto.
A alguns passos, o olhar.
Disposto a soltar-lhe amarras.
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Ele toca!
-É seu irmão que está na peça que vc falou, né?
[Sorrindo, entusiasmada:] -É, é sim!
-O que ele faz mesmo, na peça?
[Orgulhosa:] -Ah, ele toca! Toca flauta, oboé e...
- Mas ele não é ninguém, não?
[Hesitante:] -Ele é músico, ele toca.
- Mas ele aparece lá?
[Desconfiada:] - Humm, dá pra ver, está do lado direito, perto da cortina...
-Ah, mas então ele só toca?!
[Perplexa:] - Sim. Ele toca!
-Ah, bom. Pensei q ele fizesse parte.
[Com intensidade:] ...
(Baseado em fatos reais)
---------------------------------------------------------
E já que toquei no assunto, não custa nada avisar pelo blog tbm. =P
Meu irmão está sim, tocando, num musical baseado no conto "Um Homem Célebre", de Machado de Assis. É a história de um compositor que passa a vida escrevendo polcas. Apesar do sucesso, ele se aborrece por ñ ser capaz de escrever algo grandioso como Mozart, Chopin, Bach! E aflito, tenta encontrar-se com a mesma Musa Inspiradora dos grandes gênios.
O conto é ótimo, machadianamente irônico, sério, profundo e divertido. Mais não conto, pq pode ser lido aqui mesmo, se houver interesse.
Logo de início, fiquei surpresa com a idéia de ouvir Machado cantado. E curiosamente, a adaptação para o teatro conseguiu traduzir o falar machadiano para os palcos, mudando apenas aqui e ali algumas coisas, de forma a dialogar claramente com o público. Wladimir Pinheiro, que escreveu a peça e as músicas, soube manter diálogos mais marcantes do conto, manteve palavras do escritor, manteve a graça, a ironia e a profundidade, manteve a essência de Machado. Mais: conseguiu fazer Machado dançar e cantar modinhas, polcas, samba e até algumas notas de ópera!
Assisti hoje e, embora eu seja em geral, muito chata com adaptações, gostei dessa. A crítica e análise da alma humana, tão bem feitas por Machado, estão presentes na peça de forma bastante explícita. Talvez explícita demais, mas vá, é teatro! E os artistas estão todos muito bem entrosados (fato constatado hj à noite, após a peça, numa mesa de bar, hehe), têm vozes gostosas de se ouvir (sim, é um musical e eles cantam a peça toooda!), dançam lindamente, e nos fazem dar muitas e boas risadas - é uma comédia musical, cheguei a dizer?
Os músicos... Se eles aparecem?!
Perdido entre a bateria, o contrabaixo, o teclado, o violino (ai, quem eu esqueci?!), há um oboísta-flautista no canto direito, quase atrás da cortina. Ele aparece, sim, na peça, se vcs olharem para lá! O som aparece tbm e nem precisa olhar para o palco, basta ouvir. Oras!
Fui uma vez, pretendo ir outras mais. Está no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), de quarta a domingo, às 19:30. Até junho!
Quem for, me avise! :)
[Sorrindo, entusiasmada:] -É, é sim!
-O que ele faz mesmo, na peça?
[Orgulhosa:] -Ah, ele toca! Toca flauta, oboé e...
- Mas ele não é ninguém, não?
[Hesitante:] -Ele é músico, ele toca.
- Mas ele aparece lá?
[Desconfiada:] - Humm, dá pra ver, está do lado direito, perto da cortina...
-Ah, mas então ele só toca?!
[Perplexa:] - Sim. Ele toca!
-Ah, bom. Pensei q ele fizesse parte.
[Com intensidade:] ...
(Baseado em fatos reais)
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E já que toquei no assunto, não custa nada avisar pelo blog tbm. =P
Meu irmão está sim, tocando, num musical baseado no conto "Um Homem Célebre", de Machado de Assis. É a história de um compositor que passa a vida escrevendo polcas. Apesar do sucesso, ele se aborrece por ñ ser capaz de escrever algo grandioso como Mozart, Chopin, Bach! E aflito, tenta encontrar-se com a mesma Musa Inspiradora dos grandes gênios.
O conto é ótimo, machadianamente irônico, sério, profundo e divertido. Mais não conto, pq pode ser lido aqui mesmo, se houver interesse.
Logo de início, fiquei surpresa com a idéia de ouvir Machado cantado. E curiosamente, a adaptação para o teatro conseguiu traduzir o falar machadiano para os palcos, mudando apenas aqui e ali algumas coisas, de forma a dialogar claramente com o público. Wladimir Pinheiro, que escreveu a peça e as músicas, soube manter diálogos mais marcantes do conto, manteve palavras do escritor, manteve a graça, a ironia e a profundidade, manteve a essência de Machado. Mais: conseguiu fazer Machado dançar e cantar modinhas, polcas, samba e até algumas notas de ópera!
Assisti hoje e, embora eu seja em geral, muito chata com adaptações, gostei dessa. A crítica e análise da alma humana, tão bem feitas por Machado, estão presentes na peça de forma bastante explícita. Talvez explícita demais, mas vá, é teatro! E os artistas estão todos muito bem entrosados (fato constatado hj à noite, após a peça, numa mesa de bar, hehe), têm vozes gostosas de se ouvir (sim, é um musical e eles cantam a peça toooda!), dançam lindamente, e nos fazem dar muitas e boas risadas - é uma comédia musical, cheguei a dizer?
Os músicos... Se eles aparecem?!
Perdido entre a bateria, o contrabaixo, o teclado, o violino (ai, quem eu esqueci?!), há um oboísta-flautista no canto direito, quase atrás da cortina. Ele aparece, sim, na peça, se vcs olharem para lá! O som aparece tbm e nem precisa olhar para o palco, basta ouvir. Oras!
E como se o som de tão ilustre oboísta não bastasse, o elenco conta com a presença de Suely Franco e tem direção de Pedro Paulo Rangel. Vale a pena conferir, mesmo!
Muitos aplausos, portanto, para os artistas - os que aparecem, os que ñ aparecem, os que tocam e os que não tocam, os que desenharam o figurino (ai, tão lindo!) , os que acendem as luzes da ribalta e os que, por exemplo, apenas escreveram o roteiro, as músicas e os diálogos... ;)Fui uma vez, pretendo ir outras mais. Está no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), de quarta a domingo, às 19:30. Até junho!
Quem for, me avise! :)
sábado, 5 de abril de 2008
Em branco
Faz já muito tempo - e o que se escreve aconteceu sempre há muito tempo.
Mas tudo, tudo
foi aquela pequena flor
que colhida das ramagens, num gesto que parecia ser carinho,
numa tarde que parecia ser de sol,
num dia que parecia ser o mais lindo,
num parecer que tanto parecia,
veio parar nestas páginas escondidas.
E onde já se viu ficar escrevendo em flor em branco?
Mas tudo, tudo
foi aquela pequena flor
que colhida das ramagens, num gesto que parecia ser carinho,
numa tarde que parecia ser de sol,
num dia que parecia ser o mais lindo,
num parecer que tanto parecia,
veio parar nestas páginas escondidas.
E onde já se viu ficar escrevendo em flor em branco?
domingo, 23 de março de 2008
Feliz Páscoa!
As crianças passavam a Semana Santa observando o movimento dos ovos que chegavam. Era a mãe, vinda do supermercado, a sacola cheia de ovos de chocolates. O pai que trazia e levava caixas de bombons para o trabalho. A madrinha que aparecia, depois de tanto tempo, com um beijo e um chocolate para cada um. E vovó com os coelhinhos. E tios e primos e amigos e chocolates.
E a grande cristaleira de madeira, no meio da sala, cada vez maior e mais gorda.
As crianças esqueciam dos brinquedos e sentavam-se diante dela. Acompanhavam, maravilhados, o milagre dos chocolates que chegavam continuamente.
-Um, dois, três...
-Tem mais um aqui.
-Mamãe pôs mais um hj à tarde.
E contavam e recontavam chocolates. A chave guardada no bolso da mãe, os olhinhos doces implorando em silêncio.
Não tinham permissão para provar nem unzinho antes da Páscoa. Na Semana Santa não havia cristão que convencesse mamãe a liberar chocolates. Não, meus filhos! Jesus morreu na Cruz por nós!
E as crianças observavam a enorme cristaleira no meio da sala e perguntavam-se pq é q Jesus foi morrer justo na semana em que chegavam os chocolates. Lá fora, o som da matraca, trac-trac-trac, vigiava severamente as crianças.
E se não fosse o silêncio e se não fosse a matraca e se não fosse o milagre dos ovos que chegavam e o pequeno sacrifício de apenas observá-los dentro da cristaleira, as crianças provavelmente jamais lembrariam do sublime milagre de um Deus que, todos os dias, oferece-se em sacrifício.
Até que a matraca cessa.
Até que se acendem as velas na igreja escura.
Até que o coral entoa Aleluias.
E mamãe entrega a chave ao menino mais velho. E abre-se a porta.
-Aleluia! Nosso Senhor ressuscitou!- uma a uma, as crianças repetem a frase cuidadosamente ensinada pelo pai.
-Verdadeiramente ressuscitou!- responde o menino mais velho, uma, duas, três vezes, entregando os ovos aos irmãos, orgulhoso de sua responsabilidade.
E aquela cristaleira, vazia como o sepulcro de Nosso Senhor ressuscitado, ensinava às criancinhas a verdadeira alegria da Páscoa.
E a grande cristaleira de madeira, no meio da sala, cada vez maior e mais gorda.
As crianças esqueciam dos brinquedos e sentavam-se diante dela. Acompanhavam, maravilhados, o milagre dos chocolates que chegavam continuamente.
-Um, dois, três...
-Tem mais um aqui.
-Mamãe pôs mais um hj à tarde.
E contavam e recontavam chocolates. A chave guardada no bolso da mãe, os olhinhos doces implorando em silêncio.
Não tinham permissão para provar nem unzinho antes da Páscoa. Na Semana Santa não havia cristão que convencesse mamãe a liberar chocolates. Não, meus filhos! Jesus morreu na Cruz por nós!
E as crianças observavam a enorme cristaleira no meio da sala e perguntavam-se pq é q Jesus foi morrer justo na semana em que chegavam os chocolates. Lá fora, o som da matraca, trac-trac-trac, vigiava severamente as crianças.
E se não fosse o silêncio e se não fosse a matraca e se não fosse o milagre dos ovos que chegavam e o pequeno sacrifício de apenas observá-los dentro da cristaleira, as crianças provavelmente jamais lembrariam do sublime milagre de um Deus que, todos os dias, oferece-se em sacrifício.
Até que a matraca cessa.
Até que se acendem as velas na igreja escura.
Até que o coral entoa Aleluias.
E mamãe entrega a chave ao menino mais velho. E abre-se a porta.
-Aleluia! Nosso Senhor ressuscitou!- uma a uma, as crianças repetem a frase cuidadosamente ensinada pelo pai.
-Verdadeiramente ressuscitou!- responde o menino mais velho, uma, duas, três vezes, entregando os ovos aos irmãos, orgulhoso de sua responsabilidade.
E aquela cristaleira, vazia como o sepulcro de Nosso Senhor ressuscitado, ensinava às criancinhas a verdadeira alegria da Páscoa.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Fernando Pessoa
E oras vejam, achei um Pessoa que me cabe muito bem nesta semana...

Poema
Fernando Pessoa
O céu, azul de luz quieta.
As ondas brandas a quebrar,
Na praia lúcida e completa -
pontas de dedos a brincar.
No piano anônimo da praia
Tocam nenhuma melodia
De cujo ritmo por fim saia
Todo sentido deste dia.
Que bom, se isto satisfizesse!
Que certo, se eu pudesse crer
Que esse mar e essas ondas e esse
Céu têm vida e têm ser.
(em Mensagem, ed. Nova Fronteira)
quarta-feira, 5 de março de 2008
Tabacarias
Para começo da prosa: tenho paixão por tabacarias.
E pouca gente sabe – ou sabia - disso. Gosto de passar pela vitrine, dar uma olhada para dentro, o ambiente clássico e sóbrio, as paredes de madeira escura, as latinhas de tabaco, as miniaturas de carros antigos, os tabuleiros de jogos, os cantis, os canivetes, o perfume amadeirado, e os ares de galanteria de um mundo perdido em antigamentes que só me pertencem no interior das tabacarias.
E pouca gente sabe – ou sabia - disso. Gosto de passar pela vitrine, dar uma olhada para dentro, o ambiente clássico e sóbrio, as paredes de madeira escura, as latinhas de tabaco, as miniaturas de carros antigos, os tabuleiros de jogos, os cantis, os canivetes, o perfume amadeirado, e os ares de galanteria de um mundo perdido em antigamentes que só me pertencem no interior das tabacarias.
Não à toa Fernando Pessoa escreveu um longo poema intitulado “Tabacaria”. E embora no poema, Álvaro de Campos puxe um simples cigarro, o assunto que me leva a escrever aqui é bem outro: os cachimbos.
Não fumo, não trago, não pito, mas confesso: a-do-ro um cachimbo! Com quanta classe uma pessoa enche o fornilho do cachimbo! E para minha surpresa, há regras para isso: descobri três regras diferentes com 8 a 10 passos a se seguir, como um artista... Além disso, o odor do tabaco de cachimbo costuma ser suave e gostoso.
Não nego q faça mal, absolutamente. Mas é gostoso! Este mundo, afinal, é cheio de gente que bebe coca-cola (q não é arte, não tem charme, tampouco é gostosa), ciente de q faz mal!
A variedade de tabacos é impressionante: há os adocicados, para início do dia, os que contêm vinho ou rum envelhecido, os com folhas de limão, os aromatizados com champagne, licor de cassis, com chocolate, com baunilha, cereja e até com açúcar queimado!
Outra coisa que me atrai são as qualidades creditadas aos tabacos: o aroma é sempre elegante, encorpado, distinto, denso, equilibrado, suave, atraente, sutil, singular... Ou arredondado! Tal como o vinho, o tabaco coleciona adjetivos que me seduzem facilmente.
E ainda que ñ houvesse tal variedade de atraentes aromas, haveria a enorme variedade dos formatos de cachimbos. São tantos que chego a ficar indecisa, ao tentar escolher os formatos mais bonitos!
A variedade de tabacos é impressionante: há os adocicados, para início do dia, os que contêm vinho ou rum envelhecido, os com folhas de limão, os aromatizados com champagne, licor de cassis, com chocolate, com baunilha, cereja e até com açúcar queimado!
Outra coisa que me atrai são as qualidades creditadas aos tabacos: o aroma é sempre elegante, encorpado, distinto, denso, equilibrado, suave, atraente, sutil, singular... Ou arredondado! Tal como o vinho, o tabaco coleciona adjetivos que me seduzem facilmente.
E ainda que ñ houvesse tal variedade de atraentes aromas, haveria a enorme variedade dos formatos de cachimbos. São tantos que chego a ficar indecisa, ao tentar escolher os formatos mais bonitos!
Quando pequena, assisti diversas vezes ao filme “Heidi”, baseado num livro de literatura infanto-juvenil. O avô da menininha fumava cachimbo e tinha na parede de casa uma coleção deles. A menininha da história presenteia o avô com um belo cachimbo comprado na cidade, presente que sempre me pareceu de muito bom gosto.
Na época, meu avô paterno também tinha o elegante (não necessariamente saudável) hábito de cachimbar. Ele se sentava em uma poltrona gostosa para isso, e fazia bolinhas de fumaças, divertidas de olhar. Hoje em dia meu avô ñ fuma mais, mas guarda uma pequena coleção de cachimbos, que gosto de conferir sempre q o visito. O aroma gostoso permanece no fornilho de cada um deles.
O hábito de cachimbar ñ é, naturalmente, próprio apenas do avô da Heidi ou do meu. Há uma grande lista de homens -e mulheres- inteligentes, sensíveis, muito elegantes e (claro!) cachimbantes. Podemos começar com o venerável Gandalf, o Mago de “O Senhor dos Anéis” e seus amigos hobitts, seguidos por seu criador, Tolkien. Também C.S. Lewis, autor de “As Crônicas de Nárnia” era homem de cachimbos. Da mesma forma, Sir Arthur Conan Doyle ensinou Sherlock Holmes a cachimbar, enquanto desvendava casos. Mark Twain cachimbava e se bem me lembro, o menino Huck Finn tbm dá suas pitadas (embora eu discorde de crianças cachimbando. É um hábito q cai bem apenas para um moleque: o saci-pererê, q cachimba sem classe, mas com graça). Tio Barnabé tbm tem um cachimbo, e gosto de pensar no personagem de Lobato contando histórias em torno da fogueira e desenhando rosquinhas no ar, para as crianças que sorriem à sua volta.
A estes nobres personagens e autores, se junta ilustre galeria: Bach, Manet, Van Gogh, Baudelaire, Hemingway, James Barrie, Graham Bell, Isaac Newton, Einstein, Freud, Neil Armstrong, Darwin, Clark Gable e até a rainha Victoria!
É desnecessário mostrar as diferenças entre o hábito de fumar um simples cigarro e o de cachimbar. O cachimbo pede movimentos suaves e calmos, enquanto o cigarro sugere tensão, movimentos nervosos e cinzas espalhadas pelo chão. É fácil imaginar o cachimbante lendo, escrevendo, jogando xadrez ou mesmo contando uma história, rodeado de amigos ou crianças, em atitude simpática e serena.
O cachimbo, ao contrário do cigarro, ñ se consome, ñ é descartável, ñ é símbolo do nosso mundo imediatista. Não, não... O cachimbo, com suas elegantes curvas, é lembrança de um passado nobre, pitoresco e pacato , quando sentar para produzir bolinhas perfumadas, para simplesmente pensar ou mesmo para contar histórias ainda era importante.
E era!
Buscando os perfumes suavemente amadeirados deste passado, é que entro nas tabacarias.
Buscando os perfumes suavemente amadeirados deste passado, é que entro nas tabacarias.
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