domingo, 24 de agosto de 2008

Aniversário Atrasado

Mais um aniversário passou e passou sem nenhum post novo. E resolvi resolver isso agora mesmo, do jeito q fosse.
Próximo de meu aniversário, por coincidência ou não, acabo sempre me encontrando com papéis guardados. Aliás, mudando de assunto -mas ñ muito - notei que tenho muitos papéis guardados anteriores a 2004, ou seja , antes do orkut e do blog. Depois disso, entrei de tal forma para o mundo virtual que meus papéis guardados ñ são concretos, estão todos em arquivos do word q não posso tocar. Não é bom, gosto do toque do papel e do amarelecer -folhas do word não amarelam com o tempo. Sei lá, nem há tempo para elas... :S
Amarelar é estranho, pq não parece bom. De forma geral, significa sentir medo. E não é medo o que as folhas de papel sentem enquanto envelhecem. Tornam-se, antes, mais bonitas e, embora tenham sempre o mesmo conteúdo escrito, quanto mais douradas ficam, mais histórias contam. É isso, elas doiram.
Nos meus aniversários, quero sempre doirar, como uma folha de papel escrita.
;)

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Server muito muito bad!



Humpf! Sempre q essa imagem aparece, fico meio perdida.

Ô vício! =S

domingo, 13 de julho de 2008

Minhas Coisas Favoritas

Winnetou com chocolate suíço, fondue de queijo com vinho, A Noviça Rebelde num telão em alto som, carta chegando, Praga, Essen, München, Londres, uma igrejinha no alto do morro, dedos brincando entre os cachos de cabelo, gargalhadas de crianças, licor de chocolate, árvore de Natal piscando, presente surpresa, mãos entrelaçadas, sorriso de bebê, incenso na missa, Largo do Boticário, ovos de Páscoa atrás do escudo, Convento de st. Antônio, flores inesperadas, Copacabana à noite, Häagen-Dasz de frutas vermelhas, música cantarolada, livro debaixo do travesseiro, torpedinhos, scraps, sapatinhos de rubi, comida japonesa, lilases, borboletas azuis, trem chegando, gregoriano, neve, casa na árvore, Quintana, castelos de bandeirinhas ao vento, ponte sobre o riacho, abraço apertado, Petrópolis, Paquetá, pedalinho, balanço, cisnes em Versailles, sol no papel, bolo soltinho, janelas abertas, ovelhinha Maria, seu violão, nosso amor, uma canção...

http://br.youtube.com/watch?v=GF34PbVRBLU&feature=related

Pq sempre há um momento em q é preciso lembrar das minhas coisas favoritas.

sábado, 28 de junho de 2008

Encontro

Quando mãos inquietas
-as minhas-
só encontram sossego
na concha das tuas.


quarta-feira, 21 de maio de 2008

Vã Cartografia

Soltas as amarras, parte a escuna.
Estamos em pleno mar.
Não há carta de navegação,
não há rimas para cantar.
Tampouco cerração
ou bruma.
Mas há!

E pensar que até outro dia, desenhava mapas de terras inexistentes.

domingo, 18 de maio de 2008

18.05.08

Afetou um ar distraído quando o notou.

Fez que não viu, caminhou sem pressa, voltou a cabeça. Por entre as árvores à beira da estrada, um olhar acompanhava seus passos.

Sorriu mais para si mesma que para o olhos, lembrou de janelas, ventos e flores, de lago e palácio - ainda tão próximos, que podia avistar as torres lá atrás. Tomou a direção do mar.

Entre água e céu, aspirou a liberdade que vinha cultivando anos a fio. Amava-a. Era sua.
Presa.
Presa da liberdade, pensou. Como um inseto.

A alguns passos, o olhar.
Disposto a soltar-lhe amarras.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Ele toca!

-É seu irmão que está na peça que vc falou, né?
[Sorrindo, entusiasmada:] -É, é sim!
-O que ele faz mesmo, na peça?
[Orgulhosa:] -Ah, ele toca! Toca flauta, oboé e...
- Mas ele não é ninguém, não?

[Hesitante:] -Ele é músico, ele toca.
- Mas ele aparece lá?

[Desconfiada:] - Humm, dá pra ver, está do lado direito, perto da cortina...
-Ah, mas então ele só toca?!
[Perplexa:] - Sim. Ele toca!
-Ah, bom. Pensei q ele fizesse parte.
[Com intensidade:] ...


(Baseado em fatos reais)
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E já que toquei no assunto, não custa nada avisar pelo blog tbm. =P

Meu irmão está sim, tocando, num musical baseado no conto "Um Homem Célebre", de Machado de Assis. É a história de um compositor que passa a vida escrevendo polcas. Apesar do sucesso, ele se aborrece por ñ ser capaz de escrever algo grandioso como Mozart, Chopin, Bach! E aflito, tenta encontrar-se com a mesma Musa Inspiradora dos grandes gênios.
O conto é ótimo, machadianamente irônico, sério, profundo e divertido. Mais não conto, pq pode ser lido
aqui mesmo, se houver interesse.

Logo de início, fiquei surpresa com a idéia de ouvir Machado cantado. E curiosamente, a adaptação para o teatro conseguiu traduzir o falar machadiano para os palcos, mudando apenas aqui e ali algumas coisas, de forma a dialogar claramente com o público. Wladimir Pinheiro, que escreveu a peça e as músicas, soube manter diálogos mais marcantes do conto, manteve palavras do escritor, manteve a graça, a ironia e a profundidade, manteve a essência de Machado. Mais: conseguiu fazer Machado dançar e cantar modinhas, polcas, samba e até algumas notas de ópera!
Assisti hoje e, embora eu seja em geral, muito chata com adaptações, gostei dessa. A crítica e análise da alma humana, tão bem feitas por Machado, estão presentes na peça de forma bastante explícita. Talvez explícita demais, mas vá, é teatro! E os artistas estão todos muito bem entrosados (fato constatado hj à noite, após a peça, numa mesa de bar, hehe), têm vozes gostosas de se ouvir (sim, é um musical e eles cantam a peça toooda!), dançam lindamente, e nos fazem dar muitas e boas risadas - é uma comédia musical, cheguei a dizer?


Os músicos... Se eles aparecem?!
Perdido entre a bateria, o contrabaixo, o teclado, o violino (ai, quem eu esqueci?!), há um oboísta-flautista no canto direito, quase atrás da cortina. Ele aparece, sim, na peça, se vcs olharem para lá! O som aparece tbm e nem precisa olhar para o palco, basta ouvir. Oras!

E como se o som de tão ilustre oboísta não bastasse, o elenco conta com a presença de Suely Franco e tem direção de Pedro Paulo Rangel. Vale a pena conferir, mesmo!

Muitos aplausos, portanto, para os artistas - os que aparecem, os que ñ aparecem, os que tocam e os que não tocam, os que desenharam o figurino (ai, tão lindo!) , os que acendem as luzes da ribalta e os que, por exemplo, apenas escreveram o roteiro, as músicas e os diálogos... ;)

Fui uma vez, pretendo ir outras mais. Está no CCBB (
Centro Cultural Banco do Brasil), de quarta a domingo, às 19:30. Até junho!
Quem for, me avise! :)